2013-01-18

Repensar a proposta de colocação de (mais) portagens na A27 e A28.

A Comissão Política Regional da JSD Alto Minho, no seguimento das notícias que vieram hoje a público, relativas à introdução de novas portagens nas auto-estradas que circundam o Alto-Minho, vem, por este meio, e no seguimento de posições tomadas anteriormente, apelar ao bom senso do Governo para repensar a colocação de mais portagens na A27 e A28. Considerando a conjuntura atual de retração económica que afeta as famílias e as empresas, e atendendo à natureza específica de vários Concelhos do Distrito, o esforço financeiro exigido será substancial e poderá ter consequências desastrosas no tecido económico e social da região, agravando, ainda mais, a calamitosa situação

A JSD Alto Minho considera que a introdução de portagens resulta de uma política, ou falta dela, assente em interesses económicos que balizaram a construção de autoestradas em Portugal nos últimos anos, mais concretamente no anterior governo liderado pelo Partido Socialista, que em pouco ou nada favoreceu os interesses das populações e cujos contratos inexplicáveis acarretam hoje custos insustentáveis para o Estado Português.

Ciente da problemática subjacente, a JSD Regional Alto Minho teme que esta medida prejudique gravemente a sustentabilidade de várias empresas da região, desincentive a criação de novas oportunidades e afaste parte da população de inúmeros serviços e equipamentos. Ao invés de atrair investimento e de proporcionar condições de fixação à população, esta medida, a confirmar-se, vem martirizar um distrito que, actualmente, já vive uma situação calamitosa do ponto de vista social e económico, e como tal, a concretizar-se tal medida, a mesma só servira para agravar esta situação e continuar com os propósitos de centralização dos quadros de decisão política e económica.

Assim, a JSD Alto Minho solicita às entidades competentes, nomeadamente ao Governo e às Estradas de Portugal, a realização de estudos sobre os reais impactos das portagens no tecido empresarial da região e na qualidade de vida das populações visadas, bem como se repense o preço a pagar por quilómetro nestas antigas SCUT´s, procurando colmatar as assimetrias já conhecidas relativamente a outras zonas do País e que funciona como fator discriminatório do Alto Minho.

Refira-se ainda, que sempre fomos a favor da condição do utilizador pagador, e não a negamos nunca, o que não podemos estar de acordo é com os critérios de diferenciação económica que foram tidos em conta aquando da introdução dos pórticos na portagens na A28, com benefícios inexplicáveis para determinado tipo de concelhos em detrimento de outros.

CPR JSD ALTO MINHO